terça-feira, agosto 21, 2007

Queens Of The Stone Age - Era Vulgaris

Desde o fim da década de 90, o Queens of the Stone Age se tornou um dos bastiões de hard-rock, numa cena musical onde cada vez menos o rock n' roll clássico está cada vez mais démodé. Aliás desde a banda que deu origem ao QoSA, o Kyuss, lá nos idos do início da década de 90. Esse álbum, especificamente, marca o segundo álbum da banda desde a saída do despirocado baixista Nick Olivieri (aquele que tirou a roupa no palco e foi preso no Rock in Rio). Desde então, o som da banda ficou claramente com a cara do vocalista e guitarrista Josh Homme. Pra quem já ouviu o clássico Songs for the Deaf de 2002, vai perceber claramente uma mudança sutil no estilo da banda. Porém, o mais importante dos caras é que eles estão aí pra tocar "roquenrôu véi". Sem a mínima inclinação pra seguir modismos da hora, Josh Homme vem mais uma vez com um som consistente e impecavelmente pesado. O disco é bem direto, e mesmo participações de Mark Lanegan (ex-Screaming Trees) e Julian Casablancas (Strokes), não são nem percebidas, tal a obstinação do cara em fazer o que ele disposto a fazer. E essa é realmente a maior qualidade do QoSA e do disco em si, fazer rock puro sem parecer datado e/ou pedante. Pra mim, essa é simplesmente a melhor banda de rock rock da atualidade. Muito bom!
Pra ouvir, clique aqui.
Para vídeo, aqui.
Esse é um vídeo antigo mas é clássico!

quarta-feira, agosto 08, 2007

Simian Mobile Disco - Attack, Decay, Sustain, Release


Saídos de uma banda de rock experimental chamada Simian, os DJs Simon Lord e Alex MacNaughton são, provavelmente, os produtores mais bombados no momento do Reino Unido. Só neste ano eles já produziram os álbuns do Artic Monkeys, do Klaxons e do Justice, os mais queridinhos da crítica britânica atualmente. Embalados nesse sucesso de produção, eles resolveram lançar um disco com músicas próprias. A idéia é um álbum bem dançante com elementos de house e electro, fugindo um pouco da onda do electro-punk-revival que eles mesmos produzem. Podemos dizer que eles fizeram um electro-house simples e bem legal. Destaque para o single "Hustler", cujo videoclipe gerou bastante polêmica na Inglaterrra,onde várias meninas se beijam numa festinha. Diversão garantida.
Para ver o clipe, aqui.
Para ouvir mais, aqui.

Interpol - Our Love To Admire


Muitos pensaram (inclusive eu), quando do lançamento do seu álbum de estréia Turn On the Bright Lights em 2002, que essa banda nova-iorquina poderia ser nos anos a seguir uma das maiores bandas indie do mundo. O som gótico-esquizofrênico e dançante mais o vocal monocórdico à lá Ian Curtis (Joy Division) do líder da banda Daniel Kessler, indicavam um caminho bastante sugestivo para o estrelato. Porém, em 2004, eles lançam seu segundo álbum Antics, até então cercado de grande expectativa, e decepcionam. O som ficou mais obscuro e monótono, e o disco derrapou na curva. Mais pela expectativa que se tinha do que pelo som em si. O disco é bastante bom, mas faltou um certo sentido de evolução da banda. Mesmo assim, os caras conseguiram assinar com uma grande gravadora, a Capitol Records, e o que se esperava é que grande capacidade de produção eles pudessem deslanchar principalmente no sentido musical, e por consequência na sua popularidade. O que acontece é que esse disco lançado agora no último mês, é talvez uma decepção maior. Foram agregados novos arranjos, como pianos e violinos, mas o som não traz nada de novo em relação ao álbum anterior. Mesmo com todo o respaldo da gravadora, eles não conseguiram trazer de volta a vitalidade do primeiro disco. Parece que os caras não passarão muito disso que eles estão mostrando agora. De novo, não é um disco ruim. Muito pelo contrário é um álbum bastante ok. Daqueles bons pra se ouvir numa tarde cinzenta. Mas não passa muito disso.
Para ouvir, clique aqui.

quinta-feira, julho 05, 2007

Beastie Boys - The Mix-Up



Depois do "retombante" fracasso de seu último disco To The 5 Boroughs de 2004, que pode ser considererado uma volta às raízes, com um hip-hop simples e direto, os Beastie Boys decidiram tentar uma mudança de direção. Como ninguém mais parece ter paciência de ouví-los cantar, eles decidiram tentar um álbum todo instrumental. Apesar de já terem lançado um álbum todo instrumental em 1996, com o glorioso The In Sound From Way Out, esse é o primeiro todo com músicas inéditas e feito com a intenção de ser instrumental do começo ao fim. As músicas do The In Sound From Way Out eram na verdade sobras de estúdios e jams sem compromisso usadas como interlúdio nos discos anteriores, como Check Your Head e Ill Communication. Dessa vez, a coisa é séria. Cada um no seu instrumento, além do tecladista Money Mark e do percusionista Alfredo Ortiz. O som, entretanto, não traz nada de novo. Jazz-Funk viajandão pra se ouvir em casa. Bastante competente por sinal, apesar de ser produzido com se fosse uma jam de estúdio qualquer. A curiosidade é uma música com o nome em português, chamada "Suco de Tangerina", homenagem dos caras ao Brasil e seus sucos naturais(!). No final, fica a impressão que os caras cansaram de ficar inventando moda. "Vamos fazer o que a gente gosta!", parece ser o lema. De certa forma, depois de mais de 20 anos de estrada parece ser bastante justo. Pra mim, tá valendo!

Digitalism - Idealism


Duo alemão querendo ser uma banda indie rock eletrônica. É basicamente essa fórmula usada pelos renomados DJs Jens Moelle e Ismail Tuefekci, que já remixaram músicas de vários expoentes da cena eletrônica mundial como Soulwax e Tiga. Reconhecidamente filhotes do Daft Punk, os caras lançam esse disco que na verdade é uma compilação dos singles gravados desde 2004. A idéia dos caras é tocar música eletrônica ao vivo com banda, e dar ao som uma pegada de rock. No disco, isso se reflete parcialmente, uma vez que temos momentos totalmente fritantes à lá Daft Punk com momentos bem dançantes com requintes de LCD Soundsystem. Mas, considerando que este é o primeiro álbum completo dos rapazes, parece que ainda vamos ouvir falar bastante deles. Nada revolucionário, mas bastante divertido.

quarta-feira, julho 04, 2007

Bonde do Rolê - Bonde do Rolê With Lasers


Bonde do Rolê é um trio curitibano que vem rodando o mundo tocando funk carioca(!). Descobertos pelo DJ Diplo quando da sua vinda ao Brasil, os caras agora lançam esse álbum pelo selo do próprio Diplo, Domino Records. Mas afinal, o que esses caras têm de diferente de qualquer outro MC de funk carioca? Pra falar a verdade, praticamente nada. O que chama a atenção é o fato dos caras serem uns branquelos vindos de Curitiba e usarem referências um pouco mais elaboradas que seus companheiros do Rio. Bases de rock, como Metallica ou Alice in Chains, além de letras com conotação gay são o diferencial de suas músicas. Fora isso, é a mesma presepada de sempre. Som divertido e feito pra dançar. Num baile funk no Rio, passariam batido. Sorte deles que esse tal de Diplo os descobriu.
Para conferir, clique aqui.

terça-feira, julho 03, 2007

The White Stripes - Icky Thump


Depois de um longo e tenebroso inverno, estou voltando, de novo(!), pra tentar tocar esse treco pra frente. Começando com o novo álbum do White Stripes, que foi lançado no mês passado.
Depois do seu último álbum Get Me Behind Satan muita coisa aconteceu com o White Stripes. Meg se mudou pra Los Angeles, Jack se casou com a modelo Karen Elson (em cerimônia feita em uma canoa na Amazônia) e mudou pra Nashville. Além disso, Jack White formou o Racounters, que se tornou um grande sucesso de crítica e público. Muitos pensaram que este pudesse ser o fim dos Stripes, até porque no Racounters Jack teria muito mais possibilidades de criação do que com a limitada Meg com sua bateria pra lá de básica. Entretanto, no começo deste ano eles decidiram se reunir, em uma maratona de 3 semanas, gravaram este novo álbum.
A primeira coisa que se percebe ao ouvir o disco, é um certo "retrocesso" da banda em termos musicais. O som está bem menos pop, sem hits instantâneos, como nos seus 3 últimos discos. O som voltou a velha raiz de rock simples e direto, namorando com o blues e o folk. Com seu estilo de guitarras à la Jimmy Page e seu vocal Robert Plant, Jack White continua sendo o Led Zepellin ambulante de sempre. Porém, podemos sentir algumas novas nuances no som da banda. Em muitas faixas podemos sentir guitarras bem pesadas, algumas soando como se fossem teclados. Em uma das faixas, "Prickly Thorn, But Sweetly Worn", há a inclusão de gaitas de fole em ritmos celtas, em outra, cover de Patti Page (cantora country-pop dos anos 50), temos metais nervosos estilo mexicano duelando com a guitarra, criando sonoridades pouco comuns ao estilo da banda. Talvez seja um disco em que os fãs estranhem um pouco o som da banda, mas parece ser o álbum mais bem trabalhado sonoramente, sem deixar de ser fiel a proposta de rock simples e direto que eles prezam desde o começo. Até na capa podemos sentir uma certa diferença na essência da dupla. Vestidos como uma verdadeira dupla country, os Stripes parecem sair um pouco da idéia cool-bauhaus que os acompanha desde o início. A música parece focada em detalhes mais sutis de produção sem afetar diretamente sua sonoridade, gerando um som mais pesado e denso. Com certeza, um álbum bastante mais maduro que os demais da banda, mas que continua sendo uma banda de rock ótima de se ouvir.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Bloc Party - A Weekend in the City

Esse é mais um álbum da série "álbums que vazam misteriosamente". Com o lançamento marcado para 5 de fevereiro na Grã-Bretanha, ele está na rede desde novembro em uma versão lo-fi e agora janeiro está disponível numa versão melhorada. Nem se sabe ainda, se esta será a versão definitiva do disco (rumores falam que seriam acrescentadas mais duas músicas). O fato é que eu não tô nem ligando pra isso, e vou, nessas mal traçadas linhas que se seguem, adiantar uns comentários. Pra começar, o álbum está bem diferente do anterior. Muito se esperava que os caras fossem manter o estilo rapidão e nervoso, que acabou conquistando milhares de fãs mundo afora. Porém, o disco está relativamente mais lento e bastante introspectivo, lembrando umas coisas tipo Keane. Pra ser sincero eles perderam o que eles tinham de melhor, que era o vigor e a animação das músicas. Diz a lenda, que isso é porque o vocalista Kele Okereke participou mais intensamente das composições desse álbum. Só que o problema que é que o cara é todo cheio de problemas. Além de ser filho de imigrantes nigerianos na Inglaterra, ser vocalista de banda indie, o cara diz estar com problemas com sua sexualidade. Aimeudeus! O resultado é um álbum mais fraco musicalmente, porém com temáticas mais "adultas". Pior pra quem gostou do primeiro disco dos caras. O disco não é de todo ruim, mas decepcionou um pouco.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Melhores 2006

Aí vai a listinha dos melhores discos do ano. Na verdade, tá mais pros discos que eu mais ouvi nesse ano. Lá vai, sem nenhum tipo de ordem:
  • Sonic Youth - Rather Ripped
  • Yo La Tengo - I Am Not Afraid Of You And I Will Beat Your Ass
  • The Knife - Silent Shout
  • Tv On The Radio - Return To Cookie Mountain
  • Hot Chip - Warning
  • Junior Boys - So This Is Goodbye
  • The Rapture - Pieces Of The People We Love
  • Cansei de Ser Sexy - CSS
  • Thom Yorke - The Eraser
  • Klaxons - Xan Valleys
  • She Wants Revenge - She Wants Revenge
  • The Rakes - Capture-Release
  • Placebo - Meds
  • Phoenix - Its Never Been Like That
  • Built to Spill - You In Reverse
  • Mono - One Step More And You Die
  • Sparklehorse - Dreamt For Light Years In The Belly Of A Mountain

LCD Soundsystem - Sound of Silver

Então...Sound of Silver é o nome do mais novo disco do produtor e co-fundador da DFA Records, James Murphy. O disco não foi lançado ainda, a data de lançamento é 12 de março(!). Nem tem capa ainda, mas já está à disposição na internet, nossa grande mãe.:D Esse é o segundo álbum oficial da banda, que além de Murphy conta nas apresentações ao vivo com a participação do baixista Tyler Pope (!!!/Out Hud), do guitarrista e percusionista Phil Mossman, da tecladista Nancy Whang e do baterista Pat Mahoney. Depois do grande sucesso do auto-entitulado disco de estréia, do hit "Daft Punk is Playing in my House", esse disco vinha cercado de bastante expectativa. A banda não decepciona nesse disco. Manteve seu estilo disco-punk sem deixar a peteca cair. O primeiro hit do disco parece ser "North American Scum", uma divertida crítica ao American Way of Life, assim como na balada que fecha o disco, "New York I Love You But You're Bringing me Down". Outro destaque é a faixa "Someone Great", que inclusive fez parte do disco da Nike 45:33, produzido pelo hypado Murphy. Muito gostosa de ouvir. O disco em geral, mantém um ritmo bem dançante e alto astral, muito indicado para festinhas para dançar. Diversão garantida.
Para coferir, clique aqui.

de volta!!!

Depois de um longo e tenebroso inverno, estou de volta! A idéia do blog continua a mesma: tentar trazer os lançamentos do mundo da música sempre em cima do lance. Nessa volta, já começo falando de dois discos que ainda nem foram lançados, mas já vazaram na internet. São eles o novo do LCD Soundsystem, Sound of Silver, e o novo do Bloc Party, A Weekend in the City. Depois vou tentar fazer uma listinha dos melhores de 2006, dessas igual todo mundo faz. Afinal essas listinhas são muito boas e eu também quero fazer uma. :D
"Enfim, cu no pau há". hehehe
Have fun!

terça-feira, outubro 31, 2006

Deftones - Saturday Night Wrist


Esse é o quinto álbum dessa banda californiana, que tenta se livrar da pecha de nu-metal mais uma vez. Desde sua estréia em 1995, com o álbum Adrenaline, o Deftones busca se diferenciar de bandas como Korn, Linkin Park e Limp Bizkit. Usando de diversos elementos eletrônicos, de arranjos mais melodiosos e, principalmente, da versatilidade de seu vocalista , Chino Moreno(que dizem ser meu cover), eles buscam um som mais complexo e diverso que suas bandas "irmãs". Esse álbum, que está sendo lançado exatamente hoje, traz claramente todas essas experimentações e é uma continuação do último álbum auto-entitulado Deftones. Chino Moreno é, sem dúvida, o pilar da banda se desdobrando em todas as canções e ditando o ambiente de cada música. Ele sussura, esguela, usa de efeitos e sobreposições, e se mantêm sempre a frente de toda a guitarrada da banda. Ele conta ainda com as participações de Serj Tankian do System Of A Down e Annie Hardy do Giant Drag em algumas das canções. O fato é que, apesar de ainda ter um som bem pesado e direto, a sonoridade geral da banda é bastante rica e bem trabalhada. Estão abertos à experimentações, e têm material humano pra isso. Com tudo isso, se afastam do público estritamente metal e passam a buscar um novo público, mais aberto e curioso. Ainda não atingiram seu melhor, mas estão caminhando pra isso nesse bom álbum.
Confira, aqui.

The Delgados - The Complete BBC Peel Sessions


Apesar de não serem tão famosos como seus conterrâneos de Glasgow, Mogwai, Belle & Sebastian ou Fraz Ferdinand, o povo dessa banda é um dos grandes responsáveis pelo surgimento da cena indie/rock local. Como responsáveis pelo selo Chemikal Underground, eles lançaram diversas bandas que hoje são mais hypadas que eles mesmos, como o próprio Mogwai, Bis e Arab Strap. Porém, um dos maiores fãs da banda, desde o início, era o radialista da BBC de Londres, John Peel, que produzia em seus programas, apresentações com diversas bandas. Esse álbum, marca exatamente um ciclo dessas apresentações, uma vez que mostra toda a evolução dessa banda, e foi uma das últimas sessões antes da morte de John Peel. As músicas deste álbum vêm em ordem cronológica, começando com as do primeiro disco de 1996, Domestiques, com influências claras de Pavement e Breeders, ao seu último álbum de 2004, Universal Audio, já bem mais trabalhado e direcionamento bem mais suave. Essa apresentação também inclui várias covers, com destaques para California Über Alles do Dead Kennedys e Matthew and Son de Cat Stevens. O som é bastante cativante, principalmente pela bela voz da vocalista Emma Pollock e pela espontaneidade das músicas que fluem naturalmente, mesmo com acréscimo de diversos instrumentos com o passar do tempo. Mais um da série "gostosinho de ouvir".
Para conferir, clique aqui.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Asobi Seksu - Citrus


Banda de Nova Iorque, cujo nome em japonês significa "sexo divertido", lançou seu segundo álbum este ano. Liderados pela vocalista Yuki Chikudate, como uma voz delicada e marcante, e vocais em japonês e inglês, a banda faz um som bastante marcado pelas guitarras de James Hanna e uma cozinha bem consistente. Com isso, as músicas de influência do noise rock e indie (Pixies e Jesus and Mary Chain), têm uma ambiência poderosa e barulhenta. A vocalista, envolvida nesse mar sonoro, é bastante versátil e consegue se sobressair, seja sussurando, aumentando o tom de forma sútil ou usando de efeitos eletrônicos. O som, na verdade, é de certa forma contrastante, dado os poderosos arranjos "noise" das guitarras e a suavidade da voz da garota. Mas é bem gostosinho e divertido de se ouvir.

Para conferir, clique aqui.

Lcd Soundsystem - 45:33 Nike+ Original Run



Esse é um projeto da Nike, que cada vez mais tenta envolver a juventude numa vida saudável(!).HAHAHA. Claro que objetivo é vender cada vez mais. Porém, dessa vez ela acaba por patrocinar uma das bandas mais hypadas e competentes do pop-dance atual.Acertou! O Lcd Soundsystem fez desse projeto, praticamente, um novo álbum disfarçado em um remix de 45 minutos. Supostamente uma música feita para acompanhar uma corrida, o antenado James Murphy, que se diz um corredor, desenvolveu um remix que teria uma dinâmica para tal. Começa lentinha, sintetizadores rolando, vai aumentando o ritmo com um house com um pianinho. Depois começa a acelerar, cheia de barulhinhos, entra um baixo fortão e chega ao ápice já próxima aos 30 minutos de música, onde começa um desses hits de pista com um trumpete aloprado. Já próxima aos 40 minutos começa a parte chata do disco.Sintetizadors reproduzem um clima meio Tai Chi Chuan de relaxamento. Dá vontade de dormir. Obviamente, eu não testei a música em uma corrida, então não tenho como dizer se funciona bem pra isso. Mas em linhas gerais é bem divertida e dançante. Esse tipo de formato pode até vir a ser uma tendência daqui pra frente, com as empresas patrocinando discos. isso não me parece muito bom, mas fazer o que?
A música está disponível somente(!) no iTunes Store. :D

terça-feira, outubro 24, 2006

Professor Murder - Professor Murder Rides The Subway


Esse é mais uma banda da série nova-iorquina "Queria Ser o Gang of Four Mas O Rapture Já Tá Bom". A princípio, isso é até bastante saudável para uma banda nova em seu EP de estréia. Baixo e bateria marcantes, sintetizadores e vocais bem colocados e trabalhado. Como a banda não tem guitarras, tudo fica focado na bateria e nos baixos (normalmente com alguma distorção), fazendo uma cozinha consistente para um vocal que realmente parece Rapture. Apesar dessa impressão "já ouvi isso antes", os caras são bastantes competentes e fazem um som bem dançante. O disco passa em apenas 15 minutos, mas deixa um boa impressão. Principalmente se encontrarem seu próprio caminho.
Confira aqui.

PETIÇÃO PARA ALTERAR LEI DE DIREITOS AUTORAIS

Amigos,
depois de uma campanha ferrenha nos Estados Unidos contra os usuários de redes peer-to-peer, que permitem a troca de arquivos pela internet, foi iniciado no Brasil um processo semelhante. Semana passada a Polícia Federal já iniciou esse processo, com a prisão de algumas pessoas acusadas de disponibilizarem arquivos na internet. Como esse blog é mantido graças à essa maravilhosa tecnologia, sinto-me na obrigação de deixar aqui o link para o recolhimento de assinaturas para o envio ao Congresso Nacional de uma petição para a alteração da Lei de Direitos Autorais. No próprio site, vocês encontrarão mais esclarecimentos sobre o assunto.
Valeu.
Para assinar petição, clique aqui.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Califone - Roots & Crowns


Não tenho muita paciência pra ouvir esse povo folk americano. Porém, essa banda de Chicago tem pelo menos um "quê" a mais. As bases das músicas são aquelas de arranjos de violões e aqueles vocais suaves e sussurados. Até aí, nada de novo. Mas, ouvindo com atenção às canções dos caras se percebe pequenas nuances de sons e ambiências. Inserções eletrônicas e diversos arranjos de diversos instrumentos, como pianos, violinos, guitarras, marimbas e gaitas, revelam um trabalho bem meticuloso na composição das músicas. Muito bem produzido. O clima geral é suave e melancólico. Bastante gostosinho de ouvir. Mas ouvir de vez em quando. Afinal folk é folk, e vice-versa.
Pra conferir, clique aqui.

MSTRKRFT - The Looks


Projeto paralelo do baixista do Death From Above 1979, Jesse Keller, juntamente com o produtor Al-P. Fazendo a "velha" mistura do rock e o dance, o MSTRKRFT (Master Kraft para os íntimos) faz praticamente uma continuação do disco Discovery do Daft Punk. A fórmula é a mesma. Guitarras, batidão, sintetizadores e vocais com vocoder revelam um som robotizado. A referência em si não é ruim, já que este é provavelmente o melhor disco do Daft Punk, inspirado totalmente no estilo Kraftwerk de ser. As músicas deste álbum são bem animadas e dançantes porém, fica aquela sensação de falta de inspiração própria dessa dupla canadense. Contudo, no meio da pista ninguém vai ligar muito pra isso. O esquema aqui é esse mesmo: Shut up and dance!
Pra conferir, clique aqui.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Junior Boys - So This Is Goodbye


Diretamente de Ontário, Canadá, esse é o segundo disco desses caras. Com a saída de uma metade do grupo, Johnny Dark, que seria responsável pela parte rítmica do grupo, seu líder e vocalista Jeremy Greenspan faz um trabalho um pouco mais intimista, agora juntamente com o engenheiro de som Matthew Didemus. Em oposição ao trabalho mais electro-pop do primeiro álbum, Last Exit, este álbum apresenta batidas mais bem trabalhadas e diretas, e um vocal praticamente sussurado, marca de Greenspan, num som que se aproxima de minimal-techno-synth-pop (difícil isso, né não!?). Perfeito clima "lounge" de festinhas cool(!). Destacam-se o single In The Morning, que é a faixa mais "pegada" do álbum(!), e a cover de Frank Sinatra When No One Cares, em ritmo extra-lento. Um álbum bastante consistente e bem produzido.
Pra conferir, clique aqui.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Dj Shadow - The Outsider


Dj Shadow é uma cara conhecido no mundo da música por seus sets, que misturam uma vasta gama de estilos: Hip-Hop, Funk, Soul, Jazz, etc. Porém, este seu novo álbum, seu terceiro, parece ter ido longe demais. A mistura ficou um tanto bizarra e bastante desconectada. A primeira música de verdade, depois de uma introdução falada, é um funk das antigas. Legal. Depois uma série de hip-hops com rappers "famosos" (eu li em algum lugar que eles são famosos), como Lil John, Keak Da Sneak, the Federation e David Banner. OK. A partir daí a coisa desanda feio. Começa uma série de rockinhos indie bastantes ruins, com participações do Kasabian, de Chris James e Christina Carter. No final voltam os hip-hops, mas eles não conseguem mais salvar esse disco, pois eles também são somente ok. Enfim, o maior samba do crioulo doido ruim. Salvam-se poucas faixas, e mesmo assim nenhuma emociona. Se for isso que ele vai tocar por aqui no Brasil, vai ser osso.

Thom Yorke - The Eraser


Depois do chatíssimo álbum de ontem, tive que passar o dia ouvindo coisas boas pra melhorar o humor. Daí, resolvi escrever sobre um bom disco lançado esse ano, apesar do pequeno atraso. Esse é o primeiro disco solo do vocalista do Radiohead, Thom Yorke. Auxiliado pelo consagrado produtor Nigel Godrich(o mesmo do Radiohead), Yorke se baseia, quase que exclusivamente, na parte eletrônica do Radiohead. Usando bases mais sóbrias e de pouca variação, Yorke mantém o nível energético sobre controle, e não explode em nenhum momento desse álbum. Sua voz, sempre em tom bastante controlada e suave, navega sem tensão sobre as texturas simplistas de suas músicas. Na verdade, o disco foi gravado em apenas 6 meses, o que de certa forma, desculpa a pouca complexidade das composições. Apesar desse clima pouco vibrante do álbum, ele é impecavelmente bem produzido e tem músicas bastante gostosas de ouvir. Claro, faltoram aquelas guitarradas e mudanças de ambiências do Radiohead, mas esta experiência solo está longe de ser decepcionante.

terça-feira, outubro 17, 2006

The Hold Steady - Boys and Girls In America


Sabe quando se tem a impressão de ter feito a maior burrada. Pois é. Isso aconteceu comigo quando inventei, por conta própria, de ouvir esse disco. Esse terceiro álbum, desse povo de Nova Iorque, conseguiu encher minha paciência. Um rockinho desses meio de bar americano, com pianinho e tudo. Isso já é barango demais por si só. Porém, esses caras ainda contam com um vocalista chato, desses que contam estórias da vida e tal, e ainda canta descompassado da música. Está sempre à frente ou atrás do compasso da música, e com um tom que não parece estar de acordo com o resto. Sempre fica a impressão que tem algo errado acontecendo com a música. Além disso, existem os também tradicionais backing vocals femininos, que combinados ao vocal descompassado do cara, piora tudo. Suponho que deve ter muita gente que gosta desse tipo de coisa, pois o álbum recebeu críticas bastantes boas de vários sites respeitados por aí, como o Pitchfork. Mas eu não.
Confere aí.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Klaxons - Xan Valleys EP


Principal personagem do pretenso novo estilo chamado "New Rave" pela mídia inglesa, essa galera de Londres são a sensação do momento. É claro que a mídia inglesa deve ser a mais exagerada do mundo, vide o fenômeno Arctic Monkeys, por exemplo. Mesmo assim, o Klaxons faz um punk-dance bem legal. O som é mais ou menos um Rapture super rápido. A fórmula é bem parecida. Baixo e bateria bem marcados, guitarrinhas sujinhas e velozes, e refrões simples e fáceis. O ritmo é intenso e pesado, o que é a porta para a tal classificação de "New Rave". O Ep constam 3 músicas próprias, 1 cover de uma banda desconhecida, Kick Like a Mule(?), e dois remixes pra bombar nas pistas. O negócio é esperar pra ver a consistência dos caras. A seguir cenas...
Pra conferir, clique aqui.

Electric Six - Switzerland


Em 2003, com o lançamento de seu primeiro disco Fire, que trazia um rock/disco tosco com letras mais toscas ainda, muito se esperava dessa banda de Detroit. Porém, depois de um álbum mezza muzzarella mezza alice, Señor Smoke lançado ano passado, e a saída de quase toda a banda, o vocalista Dick Valentine(o único integrante da formação original que continua) não segurou a onda. Apesar do vocal vocais irreverentes e das letras toscas ainda persistirem, o som da banda regrediu a um hard-rock mais que comum. Os sintetizadores perderam força e as guitarras também, transformando-os em mais uma banda chatinha de hard rock da atualidade. Pelo menos o designer gráfico deles é legal!
Pra conferir, clique aqui.